sexta-feira, 9 de março de 2012

Arroboboi Oxumarê!


Oxumarê é o Arco Íris, sinal de bons tempos, de bonança. É o Orixá da riqueza, do dinheiro, chamando carinhosamente de “o banqueiro dos Orixás”. É a Dan (cobra sagrada) . Orixá da prosperidade, da fartura, do lucro.
É o símbolo da continuidade e da permanência, algumas vezes, é representado por uma Serpente que morde a própria cauda. Enrola-se em volta da Terra para impedí-la de se desagregar. Rege o princípio da multiplicidade da vida, transcurso de múltiplos e variados destinos.
O homem, que vive atrás do dinheiro, que trabalha para ganhar seu sustento, não pode imaginar, que tem esta força da Natureza diariamente ao seu lado. Oxumarê esta presente praticamente em todos os momentos de nossa vida, pois tudo gira em torno do dinheiro.
Oxumarê está presente nas negociações, no pagamento de contas, no recebimento de um prêmio, na compra, nos negócios envolvendo gastos, lucros e despesas. Está presente nos bancos, nas financeiras, enfim, nos lugares onde se manuseia dinheiro.
Oxumarê é o perde/ganha do homem. É a felicidade de receber uma quantia e a tristeza de perder outra. É o elemento das grandes negociações, da aposta. Seu encanto está no tilintar das moedas.
É também o Orixá das prosperidades, da fartura, da abundância. É por isso que aqueles regidos por Oxumarê sempre estão bem e vida. Para eles o dinheiro não e problema. Gastam e ganham demais e estão sempre com os bolsos cheios.
Oxumarê é aquele que sabe fazer negócios. Quando se vai fechar um contrato, fazer uma compra, uma proposta, vender algo invocamos Oxumarê para nos orientar, pois ele é o Orixá que sabe negociar. É ele que sabe pechinchar, tratar, comprar e vender.
Oxumarê também é a beleza das cores. É o arco-íris, que vai colorir o céu, anunciando coisas boas. É o fenômeno que vai gerar o colorido do céus. É a beleza da cor, a hipnose da cobra, a felicidade do lucro.
Na nação Jeje, sua cor é oamarelo e preto de miçangas rajadas. Já no Ketu, suas cores são o verde e amarelointercaladas. Porém essas cores definem apenas ofio de contas, pois todas as cores do arco-íris lhe pertencem.
Irmão gêmeo de Ewá e tendo com irmãos mais velhos Ossãe e Obaluaê - todos filhos de Nana – Oxumarê sempre foi frágil, franzino, mas dotado de grande inteligência e capacidade.


Dia: Terça-feira;
Data: 24 de Agosto;
Metal: Ouro e prata mesclado;
Cor: Amarelo rajado de verde ou Amarelo rajado de preto;
Símbolos: Duas serpentes de ferro
Saudação: Arroboboi Oxumarê!
Comida: Ovos cozidos com azeite de dendê, farinha de milho e camarão seco, batata doce cozida, macerada e esculpida em forma de cobra c/ dendê.

Arquétipo

Desconfiados e traídos, observadores, pessoas que desejam ser ricas, pacientes e perseverantes nos seus empreendimentos e que não medem sacrifícios para atingir seus objetivos. Com sucesso tornam-se facilmente orgulhosos e pomposos, gostam de demonstrar sua grandeza recente, mas estendem a mão em socorro quando alguém precisa. E não raro, é ver um filho de Oxumarê se desfazer de algo seu, em favor dos necessitados, com a maior facilidade, contrapondo seu estado de orgulho e ostentação, a exibir sua riqueza. Nessa fase estão no arco-íris, a fase mais doce e sincera que possuem.
São pessoas de temperamento fácil de se lidar estando calmas, porém, se tornam terríveis quando com raiva, representando nesse estado a Serpente, que vem trazendo o lado negativo de Oxumarê, o seu lado mais perigoso, que é a falsidade e a perversidade.
Tudo muda em suas vidas: Os amigos, os romances, as cidades que moram. Gostam de mudanças e quando a fazem, se tornam radicais.

Fim!

Boa Noite!
Inté.
Valéria

terça-feira, 6 de março de 2012

Obaluaiyê - Atotoó!!!
É o Orixá da misericórdia!

 Obaluaê é uma flexão dos termos: Oba (rei) – Oluwô (senhor) – Ayiê (terra), ou seja, “Rei, senhor da Terra”. Omulu também é uma flexão dos termos: Omo (filho) – Oluwô (senhor), que quer dizer “ Filho e Senhor”.
Obaluaê, o mais moço, é o guerreiro, caçador, lutador. Omulu o mais velho, é o sábio, o feiticeiro, guardião. Porém, ambos têm a mesma regência e influência. No cotidiano significam a mesma coisa, têm a mesma ligação e são considerados a mesa força da natureza.
Obaluaê (ou Omulu) é o Sol, a quentura e o calor do astro rei. É o Senhor das pestes, das moléstias contagiosas. É o rei da Terra, do interior da Terra, e é o Orixá que cobre o rosto com o Filá (de palha – da - Costa), porque os humanos são proibidos ver seu rosto, pela deformação feita pela doença, e pelo respeito que devemos a este poderosíssimo Orixá.

Obaluaê rege a saúde, os órgãos e o funcionamento destes. Na dor que sentimos pelo mal funcionamento dos órgãos, ou por uma queda, corte ou queimadura.
A ele devemos nossa saúde e é comum, nas Casas de Santos, se realizar os Eboris (Ebós) de Saúde, que fazem para trazer saúde ao corpo doente.
Divide com Iansã a regência dos cemitérios, pois ele é o Orixá que vem como emissário de Oxalá (princípio ativo da morte), para buscar o espírito desencarnado.
Obaluaê, por ser o Senhor da Terra e das camadas de seu interior, para onde vamos todos nós, tem uma ligação com os mortos, pois ele é quem vai cuidar do corpo sem vida, e guiar o espírito que deixou aquele corpo. É por isso que Obaluaê e Omulu gostam de coisas passadas, apodrecidas.
Obaluaê está presente em nosso dia-a-dia, quando sentimos dores, agonia, aflição, ansiedade. Está presente quando sentimos coceira e comichões na pele. Rege também o suor, a transpiração e seus efeitos. Rege aqueles que tem problemas mentais, perturbações nervosas e todos os doentes.
Está presente nos hospitais, casa de saúde, ambulatórios, postos de saúde, clínicas, sempre próximo aos leitos. Rege os mutilados, aleijados, enfermos. Ele proporciona a doença mas, principalmente, a cura, a saúde. É o Orixá da misericórdia.
Obaluaê é a força da Natureza que rege o incômodo de um modo geral. Rege o mal estar, o enjôo, o mal humor, a intranqüilidade. É o Orixá do abafamento e está presente nele, bem como na má digestão e na congestão estomacal. Gera o ácido úrico e seus efeitos.
Obaluaê está presente em todas as enfermidades e sua vocação, nessas horas, pode significar a cura, a recuperação da Saúde.
 
Filho de Nanã, que o abandou por ser doente, foi criado por Iemanjá. É o irmão mais velho de Ossãe, Oxumarê e Ewá, Orixá fundamentalmente Jeje, mas louvado em todas as nações, por sua importância.

Dia: segunda feira
Metal: chumbo
Cor: preto e branco e ou preto, branco e vermelho;
Saudação : Atotoó!!! Ajuberù!
Comida: Deburú (pipoca estourada na areia de praia), abadô (amendoim pilado e torrado), Iatipá (folha de mostarda) e ibêrem (bolo de milho envolvido na folha de bananeira);

Símbolos: Xaxará ou íleo (espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do Dendezeiro, enfeitado com búzios e contas) , é com ele que Obaluaê capta das casas e das pessoas as energias negativa e  limpa as doenças e os males espirituais.

Arquétipo: Seus filhos são sóbrios, reservados, generosos, geniosos, independentes, teimosos, tendência ao masoquismo. Sérios, calados, as vezes alegres e ingênuos demais, porém, são observadores e espertos. Seus filhos tendem a ter muitos problemas de saúde, problemas se arrastam por anos, geralmente desde criança ou desde o nascimento.
Aparentam ter mais idade do que realmente têm por conta da entidade ser mais velha e agem como se tivessem idade avançada. Seus filhos são doces, mas reclamões, rabugentos, um tanto mal-humorados. Quando querem, fazem e ajudam a todos sem exceção. São fiéis, dedicados e amigos de verdade, podem ter premonições, tem um pensamento de pessoas maduras, o que os ajuda a não agirem como crianças, ou serem irresponsáveis. Gostam da ordem e disciplina.

Fim!


Boa Noite!
Inté.
Valéria

segunda-feira, 5 de março de 2012


 Orixá Xangô - Kawó-Kabiesilé


 
Xangô foi o quarto rei lendário de Oyo (Nigéria, África), tornando-se Orixá de caráter violento e vingativo, cuja manifestação são: o fogo, o Sol, os raios, as tempestades os trovões.
Filho de Yamasse (Torosi) e de Oranian, teve várias esposas sendo as mais conhecidas: Oyá, Oxum e Obá.
Xangô é viril e justiceiro, castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores.
Suas ferramentas são: Oxê (Machado duplo, de dois cortes laterais, esculpidos em madeira ou metal) , Edun Ará (Pedra de raio) e Xerê (Conhecido como chocalho de Xangô).
Xangô é o Orixá do Poder, ele é a representação máxima do poder de Olorun.

Enquanto Oxóssi é considerado o Rei da nação de ketu, Xangô é considerado o rei de todo o povo yorubá. Orixá do fogo, dos raios e das tempestades. Xangô foi um grande rei que unificou todo um povo. Foi ele quem criou o culto de Egungun, muitos Orixás possuem relação com os Egunguns mas, ele é o único Orixá que, verdadeiramente, exerce poder sobre os mortos (Egunguns).
Xangô é Axó Iku (a roupa da morte), por este motivo não deve faltar nos Egbòs de Ikù e Egun, o vermelho que lhe pertence. Ao se manifestar nos Candomblés, não deve faltar em sua vestimenta uma espécie de saieta, com cores variadas e fortes, que representam as vestes dos Eguns.
Xangô era forte, valente, destemido e justo. Era temido, e ao mesmo tempo adorado. Comportou-se em algumas vezes como tirano, devido a sua ânsia de poder, chegando até mesmo a destronar seu próprio irmão, para satisfazer seu desejo, foi o regente mais poderoso do povo yorubá. Ele também tem uma ligação muito forte com as árvores e a natureza, vindo daí os objetos que ele mais aprecia, o pilão e a gamela.
O pilão de Xangô deve ter duas bocas, que representam a livre passagem entre os mundos, sendo Xangô um ancestral Egungun. Da natureza, ele conseguiu profundos conhecimentos e poderes de feitiçaria, que somente eram usados quando necessário. Tem também uma forte ligação com o Orixá Oxumaré considerado por ele como seu fiel escudeiro.
Xangô é cultuado no Brasil, sob 12 (doze) qualidades.
Esse é Xangô que, apesar de ser grande guerreiro, justo e conquistador, detesta a doença, a morte e aquilo que já morreu. Xangô é avesso a eguns (espíritos desencarnados). Admite-se que ele é numa espécie de ímã de eguns, daí sua aversão a eles.
Xangô costuma entregar a cabeça de seus filhos a Obaluaê e Omulu sete meses antes da morte destes, tal grau de aversão que tem por doenças e coisas mortas.

Características

Saudação: Kawó-Kabiesilé (Saudação é a forma com que os Orixás são reverenciados)
Cores: Vermelho e Branco, ou marrom e branco. 
Dia da Semana: Quarta-Feira
Elementos: Fogo, vulcões, tempestades, Sol, trovões,terremotos, raios. criador do culto de Egungun, senhor dos mortos, desertos e formações rochosas.
Metal: Ouro, cobre e chumbo.
Domínios: Justiça, Poder Estatal, Questões Jurídicas, Pedreiras.
Oferendas: Amalá (Quiabo cortado), cágado, carneiro e algumas vezes cabrito.Gosta de Orobô, mas recusa Obi (noz de cola), ao contrário dos demais Orixás;
Animais associados a Xangô: Tartaruga, Falcão, Águia, Carneiro e Leão.

Arquétipo:

Seus filhos são sensuais e agressivos, voluntariosos, qualidade de chefia e ansiosos pela posição de comando. Embora passe uma imagem repressiva, Xangô sempre soube separar o bem do mal. A mentira e a falsidade são coisas que seus filhos não admitem. Mesmo autoritários e dominadores, sabem muito bem separar o certo do errado e adoram curtir prazeres que a vida oferece. Diante de qualquer problema, às vezes chegam a criar inimizades pela maneira franca de dizer tudo o que pensam. Mas mesmo assim, são adorados pela maioria das pessoas.

Fim!

Boa Noite!
Inté.
Valéria





domingo, 4 de março de 2012



Logunedé - Logun, locê,Locê!
 "Logun é santo menino que velho respeita", assim dizia Mãe Menininha do gantois.


Logunedé ou Logun Ede, do iorubá Lógunède, é um Orixá africano que na maioria dos mitos costuma ser apresentado como filho de Oxum Ipondá e Oxóssi Inlè ou Érinle. Segundo as lendas, vive seis meses nas matas caçando com seu pai Oxóssi e seis meses nos rios pescando com sua mãe Oxum. É cultuado na nação Ijexá como sua mãe, mas também nas nações Ketu e Efan, sendo o seu culto muito difundido no Rio de Janeiro.
Simultaneamente caçador e pescador, Logunedé é o herdeiro dos axés de Oxum e Oxóssi que se fundem e se mesclam como mistério da criação, trata-se de um orixá que tem a graça, a meiguice e a faceirice de Oxum à alegria, à expansão de Oxóssi.
Se Oxum confere a Logunedé axés sobre a sexualidade, a maternidade, a pesca e a prosperidade, Oxóssi lhe passa os axés da fartura, da caça, da habilidade, do conhecimento.
Essa característica de unir o feminino de Oxum ao masculino de Oxóssi, muitas vezes o leva a ser representado como uma criança, um menino pequeno ou adolescente, formando mais uma tríade sagrada na história das religiões.
Com Logunedé, completa-se o triângulo iorubá pai, mãe e filho que também se repete nas trilogias católica (Pai, Mãe e Espírito Santo), egípcia (Isís, Osíris e Hórus), hindu e tantas outras.
Como símbolo da pureza, muitas vezes Logunedé também é visto como um ser andrógino. Ao contrário do que muitos pensam, Logun Ede não é de características masculina e feminina, não é bissexual. Na verdade possui uma grande relação com Oxum, sua mãe e com Erinlé, seu pai, trazendo consigo a personalidade desses dois Orixás e algumas características marcantes, mas nada que o transforme em um hermafrodita que durante seis meses é Oboró (Homem) e seis meses Ìyábá ( Mulher) como algumas pessoas assim o dizem e usam deste artifício para denotações homossexuais.

É citado como um corajoso e poderoso caçador, que tamanha coragem é relacionada a de um leopardo. Casado com três esposas. De culto diferenciado e totalmente ligado ao culto a Oxum, é um Orixá de extremo bom gosto. Seus objetos devem permanecem junto aos assentos de Oxum sempre quando agradado devemos agradar sua mãe.
Tem predileção ao dourado, é um Orixá muito vaidoso, é considerado o mais elegante de todos os Orixás.
De Oxum, sua mãe, Logun Ede herdou o lado belo e vaidoso. Pois Oxum lança mão de seu dom sedutor para satisfazer a ambição de ser a mais rica e a mais reverenciada. Deusa da fertilidade, na Nigéria é dela o rio que leva o seu nome e no Brasil dela são as águas doces dos lagos, fontes e rios. Água que mata a sede dos humanos e da terra, que assim se torna fecunda e fornece os alimentos essenciais à vida.
Oxum menina dengosa, passando pela mulher irresistível até a senhora protetora, Oxum é sempre dona de uma personalidade forte, que não aceita ser relegada a segundo plano, afirmando-se em todas circunstâncias da vida. Com seus atributos, ela dribla os obstáculos para satisfazer seus desejos.
De Erinlé, seu pai, Herdou o dom da caça pois Erinlé é da família dos Odé e seu símbolo é o ofá, a lança de caça e o ogue. Erinlé é a representação do desenvolvimento do homem, conhece os segredos da caça, também símbolo de prosperidade e formação de comunidades. Ele busca o alimento com coragem e é considerado o guerreiro das matas, é corajoso, viril e Logun-odé tem estas características, é um Orixá guerreiro.
Mas se, em várias tradições, ele é considerado um Orixá masculino, em algumas é confundido com a homossexualidade ou a bissexualidade, o que ocorre quando se interpreta ao pé da letra o mito que afirma viver Logunedé seis meses como homem e seis meses como mulher. Na verdade, a interpretação mais aceita seria que essa se trata de uma metáfora para falar dos axés herdados por ele de seus pais, Oxum e Oxóssi.
Então, feiticeiro, caçador, pescador, príncipe guerreiro, esses são alguns títulos, alguns epítetos dados à Logunedé.
Costuma ser cultuado no candomblé, mas não na Umbanda.

Características

Logun-Edé é o Orixá originado do encanto, ou encantamento de Oxóssi e Oxum.
Divindade dos rios, senhor da pesca. Logun-Edé vive seis meses com o pai, Oxóssi na caça e seis meses com a mãe Oxum, na água doce. Ambos ensinariam a Logun-Edé a natureza dos seus domínios.
Logun-Edé não é um Orixá “metá-metá”, ou seja, um Orixá de dois sexos, embora divida o tempo com os pais, Logun-Edé é um Orixá masculino.
Ele é a beleza em pessoa, o encanto dos jovens, o namoro, o flerte. Rege a ingenuidade do jovem, a adolescência, a beleza adolescente. O seu encanto está no primeiro beijo, no primeiro abraço, no primeiro carinho. Está presente no brilho do olhar, no perfume das flores e numa paisagem singela. É também o deus da arte, o príncipe do que é belo, das águas doces, da caça, da alegria.
Logun-Edé está encantado nos pequenos animais, como o coelho, o porquinho-da-índia e os pequenos pássaros, no mato baixo, nas matas pouco densas e principalmente nos rios, sua morada predileta.
Está ligado às artes de pintar, esculpir, escrever, dançar, cantar; como o seu pai Oxóssi e ligado ao banho, pois também é filho de Oxum, deusas das águas doces.

Dia: Quinta-feira
Metal: Ouro
Cor: Azul celeste e amarelo

Símbolos: abebê e ofá
Comida: Axoxo (feita com milho amarelo e coco) e Omolocun (feita com feijão fradinho e ovos);
Arquétipo

Altruístas, abnegado, sinceros, simpáticos, tensos, austeros, possuem senso de coletividade, calmos, desprendidos, inconstantes, vaidoso e sonhadores.

Fim!

Boa Noite!
Inté.
Valéria

sábado, 3 de março de 2012

 

Oxóssi é o orixá da caça e da fartura.
Òké Aro!!! Arolé!

Oxóssi (Òsóòsi) é o Deus caçador, senhor da floresta e de todos os seres que nela habitam, orixá da fartura e da riqueza. Seu habitat é a floresta, sendo simbolizado pela cor azul clara no candomblé. Sendo assim, roupas, guias e contas costumam ser confeccionadas nessa cor, incluindo, entre as guias e contas, no caso de Oxóssi e, também, seus caboclos, elementos que recordem a floresta, tais como penas e sementes.
Oxóssi é o rei de Kêtu, segundo dizem, a origem da dinastia.
A Oxóssi são conferidos os títulos de Alakétu, Rei, Senhor de Kêtu, e Oníìlé, o dono da Terra, pois na África cabia ao caçador descobrir o local ideal para instalar uma aldeia, tornando-se assim o primeiro ocupante do lugar, com autoridade sobre os futuros habitantes. É chamado de Olúaiyé ou Oni Aráaiyé, senhor da humanidade, que garante a fartura para os seus descendentes.
Na história da humanidade, Oxóssi cumpre um papel civilizador importante, pois na condição de caçador representa as formas mais arcaicas de sobrevivência humana, a própria busca incessante do homem por mecanismos que lhe possibilitem se sobressair no espaço da natureza e impor a sua marca no mundo desconhecido.
A coleta e a caça são formas primitivas de busca de alimento, são os domínios de Oxóssi, orixá que representa aquilo que há de mais antigo na existência humana: a luta pela sobrevivência.
Oxóssi é o orixá da fartura e da alimentação, aquele que aprende a dominar os perigos da mata e vai em busca da caça para alimentar a tribo. Mais do que isso, Oxóssi representa o domínio da cultura (entendendo a flecha como utensílio cultural, visto que adquire significados sociais, mágicos, religiosos) sobre a natureza.
Astúcia, inteligência e cautela são os atributos de Oxóssi, pois, como revela a sua história, esse caçador possui uma única flecha, por tanto, não pode errar a presa, e jamais erra. Oxóssi é o melhor naquilo que faz, está permanentemente em busca da perfeição.

Outras histórias relacionadas com Oxóssi apontam-no como irmão de Ogum, . Juntos, eles dominaram a floresta e levaram o homem à evolução. Além de irmão, Oxóssi é grande amigo de Ogum – dizem até que seria seu filho, e onde está Ogum deve estar Oxóssi, as suas forças completam-se e, unidas, são ainda mais imbatíveis.
Oxóssi mantém estreita ligação com Ossaim (Òsanyìn), com quem aprendeu o segredo das folhas e os mistérios da floresta, tornou-se um grande feiticeiro e senhor de todas as folhas, mas teve que se sujeitar aos encantamentos de Ossaim.
A história mostra Oxóssi como filho de Iemanjá, mas a sua verdadeira mãe, segundo o mais antigos, é Apaoká a jaqueira, que vem a ser uma das Iyá-Mi, por isso a intimidade de Oxóssi com essa árvore.

A rebeldia de Oxóssi é algo latente na sua história. Foi desobedecendo às interdições que Oxóssi se tornou orixá.
Tal como Xangô, Oxóssi é um orixá avesso à morte, porque é expressão da vida. A Oxóssi não importa o quanto se viva, desde que se viva intensamente. O frio de Ikú (a morte) não passa perto de Oxóssi, pois ele não acredita na morte.

Seus instrumentos de culto são o ofá (arco e flecha), lanças, facas e demais objetos de caça. É um caçador tão habilidoso que costuma ser homenageado com o epíteto "o caçador de uma flecha só", pois atinge o seu alvo no primeiro e único disparo tamanha a precisão.

Oxóssi é a expansão dos limites, do seu campo de ação, enquanto a caça é uma metáfora para o conhecimento, a expansão maior da vida. Ao atingir o conhecimento, Oxóssi acerta o seu alvo. Por este motivo, é um dos Orixás ligados ao campo do ensino, da cultura, da arte.
Apesar de ser possível fazer preces e oferendas a Oxóssi para os mais diversas facetas da vida, pelas características de expansão e fartura desse orixá, os fiéis costumam solicitar o seu auxílio para solucionar problemas no trabalho e desemprego. Afinal, a busca pelo pão de cada dia, a alimentação da tribo, costumeiramente cabe aos caçadores.
Por suas ligações com a floresta, pede-se a cura para determinadas doenças e, por seu perfil guerreiro, proteção espiritual e material.

DIA: Quinta-feira
COR: Azul-Turquesa
SÍMBOLOS: Ofá (arco e flecha), Damatá (flecha), Irukeré  (cetro com rabo de cavalo, boi ou búfalo, que ele usa para manejar os espíritos da floresta), Ogê (um tipo de chifre de boi que é usado para emitir um som chamado Olugboohun, cuja tradução é: “Senhor escuta minha voz”
ELEMENTO: Terra (florestas e campos cultiváveis)
DOMÍNIOS: Caça, Agricultura, Alimentação e Fartura
SAUDAÇÃO: Òké Aro!!! Arolé!
Metal: madeira (África) e bronze (Brasil)

Comida: Ewa (feijão fradinho torrado), dentro de um oberó, Axoxó (milho de galinha com fatias de coco) e frutas variadas.


 Arquétipo

A figura de Oxóssi geralmente está ligada a pessoas jovens, espertas, de raciocínio rápido. A vaidade é uma de suas características mais marcantes, embora não chegue ao extremo de apenas gostar do luxo e da sofisticação. Seus filhos têm grande capacidade de concentração e atenção, aliadas a uma firme determinação e paciência para alcançar seus objetivos. Eles sofrem com falsas amizades, pois são muito verdadeiros e leais.São alegres, expansivas, preferem agir à noite, como os caçadores. São faladores, ágeis e de raciocínio muito rápido. Sabem lutar e alcançar o que almejam, como que lançando uma flecha e acertando o alvo. Sabem se controlar, mas, quando raivosos, ferem as pessoas com palavras e atitudes, como se fosse dada uma flechada. Quando amam, são zelosos e fiéis, não toleram ser enganados. São muito trabalhadores e honestos.
Os filhos de Oxóssi são pessoas de aparência calma, que podem manter a mesma expressão quando alegres ou aborrecidas, do tipo que não exterioriza as suas emoções, mas não são, de forma alguma, pessoas insensíveis, só preferem guardar os sentimentos para si.
São pessoas que podem parecer arrogantes e prepotentes, e às vezes são. Na realidade, os filhos de Oxóssi são desconfiados, cautelosos, inteligentes e atentos, selecionam muito bem as amizades, pois possuem grande dificuldade em confiar nas pessoas. Apesar de não confiarem, são pessoas altamente confiáveis, das quais não se teme deslealdade; são incapazes de trair até um inimigo. Magoam-se com pequenas coisas e quando terminam uma amizade é para sempre.
São do tipo que ouve conselhos com atenção, respeita a opinião de todos, mas sempre faz o que quer. Com estratégia, acabam por fazer prevalecer a sua opinião e agradando a todos.
Altos e magros, os filhos de Oxóssi possuem facilidade para se mover, mesmo entre obstáculos. O seu andar possui leveza e elegância. A sua presença é sempre notada, mesmo que não façam nada para isso acontecer.
Os filhos de Oxóssi gostam de solidão, isolam-se, ficam à espreita, observam atentamente tudo que se passa à sua volta. Curiosos, percebem as coisas com rapidez, são introvertidos e discretos, vaidosos, distraídos e prestativos, comportamento típico de um caçador, provedor do seu povo.

Fim!


Boa Noite!
Inté.
Valéria

sexta-feira, 2 de março de 2012

Orixá Ogum, Ogunhê!


Uma divindade muito forte na cultura Afro-brasileira, cultuado em todas as nações do Candomblé.
Na minha visão, um Orixá forte e belo!


Ogum (em yoruba: Ògún) é, na mitologia yoruba, o Orixá ferreiro, senhor dos metais, da sobrevivência.
O próprio Ogum forjava suas ferramentas com muita habilidade, tanto para a caça, como para a agricultura, e para a guerra.  Tornou-se especialista nessa arte, pois, a cada caminho que desbravava, ou a cada guerra que empreendia, precisava inventar uma ferramenta apropriada. Isso provocou uma grande revolução nesse meio, pois, com o advento do ferro, as antigas ferramentas de madeira e pedra lascada ficaram obsoletas, sendo substituídas pela precisão desse metal. Isso despertou o interesse dos outros orixás, que vieram aprender, com Ogun, essa técnica. .
Ogum é considerado o primeiro dos orixás a descer do Orun (o Céu), para o Aiye (a Terra) após a criação. Em homenagem a tal acontecimento, um de seus vários nomes é Oriki ou Osin Imole, que significa o "primeiro orixá a vir para a Terra".
Ogum foi provavelmente a primeira divindade cultuada pelos povos yorubá da África Ocidental.
Ogun Senhor Deus da guerra, dono do trabalho porque possui todas as ferramentas como
seus símbolos. Deus do fogo ou aço em que são forjados os instrumentos como espada, a faca, a enxada, a ferradura, a lança, o martelo, a bigorna, a pá, etc. Ele tem um molho de sete instrumentos de ferro, que são: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com as quais ajuda o homem a vencer a natureza
É o dono do Obé (faca) por isso vem logo após o Bará (É uma divindade criada e manifesta desde os tempos primordiais,ligado a forças energéticas, e como todos os demais orixás ,tem atribuições específicas), porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios.
É irmão de Bará, sua conta é sete, quatorze e vinte e um. Ogum é o dono das estradas de ferro e caminhos. Protege também as portas de entrada das casas e templos. Ogum é protetor dos militares, soldados, ferreiros, trabalhadores e agricultores.
Sua saudação é : Ògún yè, pàtàkì orí Òrìsa
Suas ferramentas são: Ponteiras, bigorna, machado, pá, martelo, marreta, lança, cobra de bote, espada, enxada, ferradura, corrente de aço, cravos de ferradura, búzios, moedas, tenaz e torquês.
Ogun é o que vem primeiro, o que está sempre à frente, um líder nato. Ele conhece e domina todos os caminhos, por isso nunca se perde e está sempre ajudando, quando corretamente evocado. 
Ogun representa o trabalhador manual, aquele que transforma a matéria prima em produto acabado. É o senhor da guerra, que, por vezes, se enfurece, devastando tudo que atrapalhar seu caminho. Ele derrota o inimigo em seu campo de batalha. Sua ira é incontrolável!
A guerra que Ogun trava nem sempre é destruidora. Ao contrário, se essa energia for bem canalizada, poderá ser utilizada para alcançar objetivos nobres, traçar novas diretrizes e vencer os obstáculos da vida. Além de poderoso guerreiro, é também um exímio caçador, assim como Odé (Orixá Oxóssi), seu irmão. Ogun, que conhece os caminhos como ninguém, sabe onde encontrar sua caça. Ele não fica parado esperando, vai atrás dela, até conseguir capturá-la.
É protetor da agricultura, juntamente com o orixá Oko, reinando nas profundezas da terra, onde irá fertilizá-la com seu extremo poder. Ogun tem uma ligação muito grande com o orixá Exú, sendo, às vezes, confundido com ele. A confusão existe porque os dois orixás dominam todos os caminhos e estão sempre na dianteira. É Exú quem consegue aplacar a ira de Ogun. Por causa da violência desse orixá, não se deve evocá-lo para a destruição, pois, se ele não encontrar o inimigo, irá voltar-se contra quem o chamou.
As folhas da palmeira, ou mariwo, são muito apreciadas por ele, fazendo parte de sua indumentária.
É filho de Oduduwa e Yembo, irmão de Xangô, Oxossi, Oxum e Eleggua. Ogum é o filho mais velho de Odudua, o herói civilizador que fundou a cidade de Ifé.
No Candomblé,  Ogum é o Orixá ferreiro dono de todos os caminhos e encruzilhadas junto com seu irmão Exu, e tem uma ligação muito forte com Oxaguian de quem é inseparável, aparece como o Senhor das guerras e demandas.
Oferendas : Sacrificam-se Bodes, galos, galinhas-de-angola (macho), pombos, e patos. Todos os agboros (orixás masculinos)  recebem sacrifícios de animais machos.

Características
Dia: Terça-feira
Metal: Ferro
Cor: Azul marinho ou azul escuro e Verde
Comida: Feijoada e inhame
Símbolos: Espada, facão e corrente de ferro.

Arquétipo

Seus "filhos" aqui na Terra são pessoas fortes, que lutam na vida, são pessoas guerreiras que não descansam por nada, sempre ativas, combatem tudo e triunfam onde qualquer outro teria abandonado o combate e perdido toda a esperança. São verdadeiros peões. São pessoas corajosas que não desistem facilmente, sem medo de se arriscar. São sérias e perseverantes. Tendência aos extremos, incapazes de perdoar as ofensas de que foram vítimas. Impetuosos, autoritários, cautelosos, trabalhadores, desconfiados e um pouco egoístas, mas que, devido à sinceridade e franqueza de suas intenções, tornam-se difíceis de serem odiadas.


Fim!


Boa noite!
Inté.
Valéria

quinta-feira, 1 de março de 2012

Orixás do Candomblé - Nação Ketu

Atendendo ao pedido dos meus seguidores, este mês, começo a falar sobre os Orixás do Candomblé.
Nada tão profundo quanto suas essências e estudos, apenas o que são e tudo o que representam.

Ele é primeiro da fila, Exú!


No Brasil, no candomblé, Exu é um dos mais importantes Orixás e sempre é o primeiro a receber as oferendas, as cantigas, as rezas, é saudado antes de todos os Orixás, antes de qualquer cerimônia ou evento.
O Exu Orixá não incorpora em ninguém para dar consultas como fazem os Exus da Umbanda, eles são assentados na entrada das casas de candomblé como guardiões, e em toda casa de candomblé tem um quarto para Exu, sempre separado dos outros Orixás, onde ficam todos os assentamentos dos exus da casa e dos filhos de santo que tenham exu assentado.
É astucioso, vaidoso, culto e dono de grande sabedoria, grande conhecedor da natureza humana e dos assuntos mundanos daí a assimilação com o diabo pelos primeiros missionários que, assustados, dele fizeram o símbolo da maldade e do ódio. Porém " … nem completamente mau, nem completamente bom …
Exu recebe diversos nomes, de acordo com a função que exerce ou com suas qualidades: Elegbá ou Elegbará, Bará ou Ibará, Alaketu, Agbô, Odara, Akessan, Lalu, Ijelu (aquele que rege o nascimento e o crescimento de tudo o que existe), Ibarabo, Yangi, Baraketu (guardião das porteiras), Lonan (guardião dos caminhos), Iná (reverenciado na cerimônia do padê).
A segunda-feira  é o dia da semana consagrado a Exu.
Suas cores são o vermelho e o preto ;
Seu símbolo é o ogó (bastão com cabaças que representa o falo);
Suas contas e cores são o preto e o vermelho;
As oferendas são bodes e galos, pretos de preferência, e aguardente, acompanhado de comidas feitas no azeite de dendê. Aconselha-se nunca lhe oferecer certo tipo de azeite, o Adí, por ser extraído do caroço e não da polpa do dendê e portar a violência e a cólera.
Sua saudação é "Larôye!" que significa o bem falante e comunicador.
Consiste o padê em um prato de farofa amarela, acaçá, azeite-de-dendê e um copo de água ou cachaça, que são “arriados” para Exu.
Não deve ser confundido com a entidade Exu da Umbanda. Os exus de umbanda são entidades de pessoas desencarnadas que, por motivos de evolução espiritual, retornaram à terra para cumprir essa missão junto ao seus seguidores. Essas entidades são confundidas com esu ou exu do Candomblé devido à proximidade que Exu tem com os homens. Entretanto, não são considerados orixás como o Exu, e sim quiumbas - conhecedores das vontades de homens e mulheres no plano terrestre, tendo vivido em épocas diferentes, porém com os mesmos problemas, desejos e sonhos.

Arquétipos

Seus filhos são sensuais, dominadores e inteligentes. Gostam da vida cercada de barulho, muitas pessoas e romances de todo tipo. Adoram festas e não se prendem a ninguém, são muito impulsivos. Mas se amam alguém, dão sua vida se for preciso, sem pensar em nada. Gostam de ajudar e trabalhar, mas podem se tornar vingativos e extremamente cruéis.

Fim!


Sei que será polêmico este assunto, mas não deixem de ler, saber mais sobre outras religiões e culturas engrandece e nos ajuda a ser menos ignorante.


Boa Noite!
Inté
Valéria